APAS na Mídia: Entidade divulga balanço das vagas criadas em 2018


A criação de vagas de emprego no varejo de supermercados em São Paulo ficou aquém do esperado em 2018, fechando o período com 5,1 mil novos postos de trabalho. De acordo com a Associação Paulista de Supermercados (APAS), as vendas do setor no ano passado cresceram 2,32%.

Para o presidente da APAS, Ronaldo dos Santos, os empresários do varejo tinham uma expectativa mais otimista para as vendas em 2018 do que o de fato concretizado. Com o cenário de incertezas em meio às eleições e aos impactos da greve dos caminhoneiros, os planos de abertura de lojas que estavam em andamento no ano passado foram contidos.

“A abertura de novas lojas depende de um planejamento e de confiança na economia. Quando as coisas não acontecem como planejado, o empresário adia um pouco a expansão”, comentou Santos.

A APAS ainda não tem um levantamento de quantas lojas foram abertas em 2018, mas acredita que a adição de pontos de venda não deve superar muito o que foi realizado em 2017. Naquele período, o varejo de supermercados em São Paulo adicionou apenas 38 pontos de venda novos, considerando as aberturas líquidas de fechamentos.

Os supermercados do Estado registraram avanço de 2,32% nas vendas em 2018 no critério mesmas lojas, que mede o desempenho em unidades abertas há mais de um ano. O indicador ficou abaixo do projetado pela APAS, que no início do período previa alta de 2,5% a 3%. Ainda assim, o resultado foi o melhor dos últimos cinco anos, relatou a entidade nesta quinta-feira (07).

Perspectivas

Para 2019, a APAS prevê crescimento de 2,7% a 3,1% no faturamento e um cenário mais favorável para contratações. Estima também que serão 9 mil novas vagas criadas. O ritmo ainda é inferior ao pico pré-crise, quando quase 19 mil postos foram abertos.

A APAS identifica ainda uma melhora na confiança dos empresários O indicador da entidade aponta que o otimismo com o futuro é expresso por 52% dos empresários, melhor nível desde 2015.

Na avaliação do presidente da entidade, essa confiança representa uma expectativa positiva com relação ao andamento de reformas como a da Previdência. Ele considera que essa aprovação seria fundamental para continuidade dos níveis de confiança e retomada do fôlego para investimentos.

Fonte: DCI


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