Saiu na SuperVarejo: E-commerce registra faturamento de R$ 53,2 bi em 2018, aponta Ebit|Nielsen


O comércio eletrônico manteve a curva de crescimento em 2018, registrando faturamento de R$53,2 bilhões, alta nominal de 12% na comparação com 2017 mesmo com as adversidades do mercado. O ano somou 123 milhões de pedidos realizados pelo e-commerce, 10% a mais do que no ano anterior. Já o tíquete médio de compras foi de R$434, ligeira alta de 1%. Os dados foram divulgados pela Ebit|Nielsen, que reúne em informações sobre o e-commerce brasileiro.

O resultado do faturamento do e-commerce em 2018 ficou praticamente em linha com o previsto no Webshoppers 38 (relatório sobre o comércio eletrônico brasileiro), divulgado em agosto, no qual a expectativa era de R$53,4 bilhões de faturamento, 120 milhões de pedidos e R$445 de tíquete médio. A próxima edição do documento deverá acontecer no dia 25 de março.

“Registramos mais pedidos do que o previsto e, em compensação, menor tíquete médio, mas esse é um excelente indicador, pois é reflexo direto da chegada de novos consumidores – cerca de 10 milhões em 2018 – e do perfil de consumo. Categorias como cosméticos/perfumaria e moda lideraram o ranking das mais pedidas e se caracterizam por maior recorrência e pedidos de menor valor. Essa é uma tendência que também deve se manter forte para 2019”, explica a  líder comercial para Ebit|Nielsen, Ana Szasz.

As informações mostram que o crescimento também reflete a grande movimentação do setor em 2018, com a entrada de novos players, fusões e aquisições e a consolidação do modelo marketplace, como pontua Ana. “Alguns dos principais varejistas reportaram crescimento acima da média e ganhos de participação, mas é importante lembrar que a cauda do e-commerce é verdadeiramente muito longa e da importância do marketplace para consolidar as vendas dos pequenos e médios players, dando sustentação a toda a cadeia”, afirma a executiva.

Porém, dois grandes eventos impediram que o crescimento de 2018 fosse ainda mais expressivo. “Além da greve dos caminhoneiros, que represou cerca de R$407 milhões em compras, prejudicando as vendas da Copa do Mundo e Dia dos Namorados, a instabilidade do período pré-eleitoral também impactou as vendas. O segundo e o terceiro trimestres ficaram abaixo do previsto, mas como as vendas mantiveram-se aquecidas no início do ano e tivemos a melhor Black Friday da história, com vendas muito acima da expectativa, o e-commerce fechou o ano com um crescimento sólido e sustentável e tudo indica que o quadro deve se manter para 2019”, analisa Ana.

A projeção para este ano é de expansão de 15%, com vendas totais de R$61,2 bilhões. Os pedidos devem ser 12% maiores, 137 milhões, e o tíquete médio deve ser de R$447, aumento de 3%, segundo informações da Nielsen.


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