ABRAS projeta crescimento de 7,85% nas vendas de fim de ano – APAS – Associação Paulista de Supermercados

ABRAS projeta crescimento de 7,85% nas vendas de fim de ano


O setor supermercadista deverá registrar crescimento de 7,85% nas vendas de fim de ano, de acordo com projeções da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).

Em pesquisa realizada pelo Departamento de Economia da entidade nacional, a maioria dos entrevistados manteve estabilidade nas encomendas deste ano, 47% dos supermercadistas afirmaram que as compras estão no mesmo patamar de 2018. Para 37% dos participantes, 2019 apresentará vendas superiores ao ano passado. Mesmo assim, um grupo menor de empresários ainda está menos otimista, 16% acreditam que o fim do ano será pior para as vendas do setor em relação ao ano passado.

Para o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto, o setor supermercadista trilhou um importante caminho de recuperação em 2019, e isso tem refletido no otimismo da maior parte dos empresários. “O ano foi de muitas mudanças estruturais no governo do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro assumiu o país com o foco no desenvolvimento econômico sustentável, por meio das reformas estruturantes e da simplificação do ambiente de negócio. A economia brasileira tomou novos rumos, e os resultados estão começando a aparecer. A inflação continua abaixo da meta, a projeção do PIB subiu, os juros caíram, e a antecipação o FGTS e PIS/Pasep tem dado um fôlego ao país.  Aos poucos, o mercado de trabalho está começando a reagir, a intenção de consumo da população tem crescido, e os empresários estão mais otimistas em relação aos próximos meses”.

Sanzovo falou também sobre a alta do dólar nas últimas semanas. “O setor supermercadista faz as encomendas dos itens de Natal e Réveillon com antecedência, geralmente, até outubro, e o dólar registrou patamares históricos em novembro. Mas o aumento do dólar impacta tudo, combustível e, consequentemente, no valor do frete, na energia, em matérias-primas de diversos setores, entre outros. Fica difícil falar que os supermercados não serão impactados, mesmo que em alguns casos não diretamente, mas indiretamente todos os brasileiros acabam sentindo esse aumento. O que podemos garantir é que nossas lojas estarão bem abastecidas para atender da melhor maneira os nossos clientes, que poderão escolher entre bons itens nacionais e importados, de acordo com o bolso.”

O presidente destacou ainda o aumento do preço da carne bovina e o impacto nas festas de fim de ano. “Alguns cortes bovinos sofreram aumento de preços nos últimos meses, que, consequentemente, foram repassados ao preço final aos consumidores. O próprio governo já se pronunciou dizendo que o preço estava defasado e, mesmo com uma eventual queda nas exportações à China, o preço da carne não deverá baixar. Temos identificado oscilações no valor da arroba e estamos acompanhando esse movimento. Para economizar, o consumidor tem a opção de variar o cardápio das festas com outras proteínas como os suínos, as aves e peixes.”

 

Volume de vendas

Os empresários de supermercados estão projetando uma alta de 12,3% no volume de vendas neste fim de 2019.  Em relação à expectativa de vendas dos produtos natalinos, os supermercadistas estão apostando no tradicional peru, que deverá apresentar 14,0% de crescimento em 2019, o que representa 6,9 pontos percentuais em relação a 2018, seguido do panetone, 13,9%, pernil, 13,7%, chester, 12,8%, frutas nacionais da época, 12,7%, lombo 11,9%, frutas especiais importadas, 11,8%, frutas secas, 11,7%, e tender, 11,3%.

Para as bebidas, as apostas de vendas estão nas cervejas, 13,4%, na sequência vêm os sucos, 12,4%, vinhos nacionais, 12,2%, espumantes e frisantes, 11,1%, refrigerantes, 11,0%, e vinhos importados, 10,1%.

Carnes

Se depender das apostas dos empresários para as vendas de proteína no fim de ano, os peixes frescos, 15%, e o bacalhau, 14,2%, estarão na liderança, seguidos do peru, 14,0%, pernil, 13,7%, frango 13,4%, carne bovina, 12,9%, chester, 12,8%, lombo, 11,9% e tender, 11,3%. Todos  apresentaram alta nas projeções em relação ao ano de 2018. 

Presentes

Dentre os itens para presentear, os brinquedos ganharam maior destaque nas expectativas de venda dos empresários entrevistados pela ABRAS, 12,5%, seguidos dos chocolates, 11,1%. Os eletroeletrônicos também foram citados como boa opção para presentar nesse fim de ano, respondendo por 7,1% dos empresários ouvidos. 

Preços

De acordo com a pesquisa de Natal 2019 da ABRAS, os preços de todos os produtos devem ficar em torno de 7,1% mais caros na comparação com 2018. Os itens que registraram maior alta em relação ao ano anterior foram: pernil, 15,0%, lombo, 13,9%, frango, 10,8%, tender e vinhos importados, 9,1% cada, peru, 9,0%, chester, 8,8%, frutas especiais/importadas, 8,6%, carne bovina, 8,2% e frutas secas, 7,4%.

Estratégias de venda 

O Natal e Réveillon já são tradicionais para o setor supermercadista por serem as datas de maior venda durante o ano. E, para aproveitar bem as oportunidades, estratégias de vendas bem elaboradas são consideradas por muitos grandes aliadas. Para 73,0% dos supermercadistas as ações nos pontos de venda lideram a preferência para tentar alavancar as vendas, seguidas de pontos extras, 69,6%, e dos sorteios de prêmios e brindes, 50,0%.

Contratações

A Pesquisa Natal 2019 também apurou as expectativas de contratação das empresas do setor. Dos supermercadistas entrevistados, 45% irão contratar mão de obra temporária, ante 33% em 2018, um crescimento de 12 pontos percentuais, principalmente impulsionados pelo aumento no movimento nas lojas durante o fim do ano e devido ao melhor desempenho do varejo em 2019. A estimativa da ABRAS é uma geração de 30 mil vagas temporárias. Dentre as funções mais informadas pelos entrevistados que irão contratar temporários estão: empacotadores, 43,5%, operador de caixa, 37,0%, e repositor, 35,9%.

Metodologia

A pesquisa de Natal da ABRAS é apurada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da entidade nacional por meio de questionário on-line. Em 2019, participaram 92 redes supermercadistas de todas as regiões do Brasil. Das empresas participantes, 34% possuem mais de 20 check-outs (caixas), 29% têm de 10 a 19 caixas, 23% de 5 a 9, e 14% atuam com até 4 check-outs.


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