APAS vê como positiva liberação para saques do FGTS e crê em crescimento das vendas nos supermercados


O anúncio feito pelo Governo Federal sobre a liberação dos saques de uma fração do FGTS foi avaliado de forma positiva pela APAS. De acordo com o presidente da entidade, Ronaldo dos Santos, a decisão foi acertada e deve impulsionar o consumo das famílias brasileiras.

“Com a necessidade de impulso no curto prazo e sem muitos mecanismos, a liberação de cerca de R$ 30 bilhões para a economia nacional poderá dar o impacto necessário no consumo das famílias. A situação fiscal do governo e a expectativa de fechar a reforma da previdência só em setembro, com a votação final no Senado, são questões importantes que, enquanto não forem solucionadas, serão empecilhos para que o setor deslanche, por isso a liberação se faz necessária”, explicou o presidente da APAS, que ainda lembrou da experiência positiva de 2017.

“A experiência de liberação do FGTS e do PIS/PASEP de 2017 para 25,9 milhões de trabalhadores resultou em R$ 44 bilhões a mais na economia e foi boa para o setor de supermercados, uma vez que os efeitos foram vistos após alguns meses. Além disso, os efeitos na confiança do consumidor com menos dívidas beneficiaram a compra de alimentos e bebidas”, concluiu Ronaldo dos Santos.

Para o economista da APAS, Thiago Berka, a expectativa é que os brasileiros usem este benefício para pagar parte de suas dívidas, o que deixaria a população com mais dinheiro para outras compras, assim como aconteceu em 2017. Essa equação deve resultar em um aquecimento nas vendas do setor, que estão em queda de 0,75% no acumulado de 2019.

“Como primeira linha de frente do consumo, o consumidor poderá direcionar parte para compras de alimentos e bebidas em volume maior, marcas melhores ou aumentar a frequência das compras, tirando o setor da situação recessiva que se encontra em 2019”, concluiu o economista.

No gráfico abaixo, é possível ver que, depois da finalização em julho de 2017 do cronograma de liberação, houve efeitos positivos nas vendas dos supermercados paulistas.


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