BC reduz taxa básica de juros pela 4ª vez consecutiva, a 4,5% ao ano - APAS - Associação Paulista de Supermercados

BC reduz taxa básica de juros pela 4ª vez consecutiva, a 4,5% ao ano


Decisão unânime do Copom corta a Selic novamente em 0,5 ponto percentual e renova menor patamar histórico dos juros da economia brasileira

O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), cortou a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,5 ponto percentual pela quarta vez seguida nesta quarta-feira (11). O veredito derruba a Selic 4,5% ao ano, menor patamar da história.

A decisão pela redução da Selic foi aprovada novamente por unanimidade. Votaram o presidente do BC, Roberto Oliveira Campos Neto, e os diretores Bruno Serra Fernandes, Carolina de Assis Barros, Fábio Kanczuk, Fernanda Feitosa Nechio, João Manoel Pinho de Mello, Maurício Costa de Moura, Otávio Ribeiro Damaso e Paulo Sérgio Neves de Souza.

Somente nas últimas quatro reuniões, o Banco Central cortou a taxa de juros em 2 pontos percentuais após a manutenção da Selic em 6,5% ao ano período de um ano e quatro meses.

Ao justificar a decisão, o Copom afirma que “o processo de recuperação da economia brasileira ganhou tração, em relação ao observado até o primeiro trimestre” e avalia que o cenário “seguirá em ritmo gradual”.

O novo corte de 0,5 ponto percentual da Selic atende às expectativas do mercado financeiro e mantém a previsão estabelecida no último encontro do Copom. Agora, a expectativa do BC é de que a Selic ainda caia para 4,25% ao ano no início de 2020, mas encerre o período em 4,5% e se eleve até 6,25% ao ano em 2021.

“O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, destaca o comunicado emitido junto com o anúncio.

O Copom avalia ainda que o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado, mas enfatiza que a persevação desse processo “é essencial para permitir a consolidação da queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia”.

Fonte: Correio do Povo


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