Blog APAS Show: Supermercados adaptam estratégia para se adequarem à LGPD – APAS – Associação Paulista de Supermercados

Blog APAS Show: Supermercados adaptam estratégia para se adequarem à LGPD


Lei Geral de Proteção de Dados garante direitos ao consumidor e supermercados devem aproveitar para qualificar sua base de clientes

Os supermercados estão cada vez mais atuantes no ambiente digital, reunindo dados fundamentais para que a experiência de compra seja a mais positiva possível para o consumidor. Toda a informação sobre cada cliente traz insights para as empresas e oportunidades de compras cada vez mais personalizadas para o consumidor.

Para proteger os dados do consumidor na internet, foi criada em 2018 a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e para evitar que as operações supermercadistas sejam surpreendidas pela aplicação das normas, o blog APAS Show conversou com o advogado Marcelo Fattori, sócio da Germano de Lemos Advogados e especialista em LGPD. Segundo o profissional, trata-se de um compilado de normas de proteção sobre dados pessoais e o varejo precisa se valer dos dados para desenvolver Inteligência de Mercado.

Um dos principais objetivos da LGPD é mostrar aos gestores que quanto mais qualidade na captação dos dados, melhor para ambos. “A lei incentiva o desenvolvimento de tecnologias e propõe um ambiente mais saudável para todos. Nem tudo que é coletado é necessário. Captar dados pela falsa premissa de quanto mais, mais assertivo pode gerar um custo a mais”, disse Fattori.

Dados X privacidade

Apesar das ferramentas que hoje possibilitam uma coleta de dados com mais facilidade é preciso haver a higienização dos dados a partir de regras criadas para evitar abusos. “A possibilidade de ter cada vez mais informação sobre o consumidor não melhora por si só o negócio. É preciso de estratégia para entender quais as intenções do cliente com o supermercado”, explicou o advogado especialista em LGPD.

Segundo Farttori, a maior contribuição que a LGPD traz para o consumidor dos supermercados é mais proteção em relação à privacidade e a garantia do direito constitucional de fornecer dados para quem ele quiser. “Essa Lei garante ao cidadão o direito de dizer sim ou não sobre a entrega de seus dados e de rastrear onde suas informações são tratadas e se alguma empresa repassou esses dados para outra”, resumiu ele.

Base de dados

Apesar desta lei ter sido criada para contribuir com a operação das organizações existem alguns gargalos que os supermercados terão que resolver como, por exemplo, as operações que balizam o modelo de negócio a partir de informações sobre o consumidor. “Nem sempre essa é a melhor opção, já que a LGPD dá o direito de o consumidor revogar o uso de seus dados e isto pode gerar um impacto na operação”, apontou Marcelo Fattori, sócio da Germano de Lemos Advogados.

Para ele, os supermercados precisam ter uma estratégia para identificar quais são os dados e entender a razão de tê-los já que cada empresa tem a sua realidade própria. “A adequação à LGPD precisa ser feita de cima para baixo. Os líderes devem tratar a Lei Geral de Proteção de Dados com os seus colaboradores como uma conscientização contínua, já que gera impacto como perda de posses, multas pesadas, além de manchar a reputação da empresa”, completou o especialista.

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