Com altas temperaturas, consumo de energia bate novo recorde no país - APAS - Associação Paulista de Supermercados

Com altas temperaturas, consumo de energia bate novo recorde no país


O consumo de energia no Brasil bateu mais um recorde na tarde da última terça-feira (29), reflexo das elevadas temperaturas registradas. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a demanda máxima do dia ficou em torno de 87.500 megawatts (MW), batendo o recorde anterior, de 16 de janeiro, quando a carga chegou a 87.183 MW.

Segundo Vitor Chiamente, diretor de riscos da comercializadora Máxima Energia, o pico de 87.521 MW de carga foi atingido às 15h27.

No Sudeste/Centro-Oeste, foi registrado pico de carga de 52.700 MW, acima do recorde anterior, também registrado em 16 de janeiro, de 52.323 MW.

Na semana anterior, o ONS registrou demanda recorde primeiro no dia 15 e depois em 16 de janeiro. O pico anterior tinha sido registrado em 5 de fevereiro de 2014, quando se tinha alcançado carga de 85.708 MW.

Os picos de demanda estão acontecendo em meio às chuvas mais fracas do que o esperado, que comprometem a recuperação dos reservatórios das hidrelétricas no país, e também em dias com restrições no sistema de operação. Apesar disso, não houve registros de interrupção no fornecimento de energia.

Em 15 de janeiro, o ONS informou indisponibilidade no bipolo de Belo Monte, devido à queda de três torres do sistema de transmissão em Goiás.

Além disso, o operador destacou a indisponibilidade do polo 1 do elo de corrente contínua da linha de transmissão do Madeira, decorrente de um problema técnico na subestação de Porto Velho.

A causa ainda está sendo analisada pelo agente. Na terça-feira, o ONS aumentou a previsão de carga no Sudeste para o mês de janeiro e os próximos. Segundo Chiamente, a carga projetada para janeiro no Sudeste/Centro-Oeste foi elevada de 41.726 MW para 43.443 MW, elevação de 1.717 MW. Para fevereiro, houve aumento de 945 MW na demanda média projetada, para 43.522 MW, enquanto para março a alta foi de 903 MW, para 42.545 MW

Fonte: Valor Econômico


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