Corte do gás refrigerante R22 ocorrerá de forma mais gradual

A revisão das normas que definem os cortes de importações do R22 e necessidade de CTF para compra do gás encontra-se em consulta pública. A primeira mudança define os cortes na importação de substâncias destruidoras da camada de ozônio, compromisso do Brasil junto ao Protocolo de Montreal.

Uma mudança na estratégia permitirá que o Brasil cumpra com as metas para 2020, a partir da concentração de cortes no R141b do setor de espumas e deixando a importação do R22 estável até esta data.

Já em 2021, o corte do R22 será de 27.1%, número abaixo do anteriormente definido. E, apenas em 2025, o corte comprometerá os atuais níveis de consumo para manutenção, a partir da 67.5%.

“Como resultado prático, o setor supermercadista terá mais tempo para a mudança de tecnologia, pois apenas em 2025 o R22 estará disponível em volume insuficiente. Até lá, espera-se que os esforços para a contenção de vazamentos e o avanço dos retrofits para outros fluidos refrigerantes, minimizem os impactos dos cortes”, analisa Thiago Pietrobon, da Ecosuporte.

Ainda segundo o especialista, apesar das melhores condições, não podemos entender o R22 como uma opção viável para sistemas novos.

“O setor entendeu isso, pois em 2017 já não tivemos novas instalações em R22. E vale a pena ressaltar que se trata apenas de um tempo maior para retrofits dos sistemas já instalados”, complementa Pietrobon.

A segunda grande mudança é no entendimento sobre a necessidade de inscrição no Cadastro Técnico Federal do Ibama – CTF – para a compra de fluídos refrigerantes. A proposta é que o CTF não seja mais exigido para a compra de R22, nos casos de uso para manutenção. A justificativa é que o compromisso do Brasil é com o consumo destes fluídos, controlado por meio de cotas de importação.

“Manter a identificação do comprador para fins de controle, porém, sem exigir o certificado do CTF. A desburocratização permitirá maior agilidade no processo de compra para a manutenção, o que minimizará riscos neste setor que está entre os mais sensíveis dos supermercados, sem, contudo, eliminar o controle sobre as substâncias com certo potencial de destruição do Ozônio”, afirma Alessandro Ibiapina, diretor de Sustentabilidade da APAS.

Os textos estão disponíveis em consulta pública até 26 de janeiro de 2018 e podem ser consultados pelo link http://www.ecosuporte.com.br/consulta-publica-sobre-cortes-mais-graduais-do-r22/.

 


Tags:


Notícias relacionadas


Últimas Notícias



menu
menu