É hora de adaptação – APAS – Associação Paulista de Supermercados

É hora de adaptação

Confira artigo de Rodrigo Mariano, gerente de Economia e Pesquisa da APAS, veiculado na revista Dec News de julho, sobre a mudança de hábito do consumidor para driblar a inflação:

“O cenário do setor varejista já não se apresenta tão favorável como esteve há alguns anos. Afinal, alguns pilares importantes para manter o comércio aquecido estão visivelmente comprometidos e o reflete, diretamente, nas vendas de muitos supermercados pelo País. Um desses pilares é emprego, que se mantém com índices desacelerados e, consequentemente, faz com que o poder de compra fique comprometido. Junto com o desemprego, está a inflação persistente e que, desde 2014, vem trazendo retração no consumo das famílias brasileiras.

Combinados, esses indicadores fazem com que o consumidor passe a adotar novos hábitos de compras, buscando alternativas para reduzir despesas. Uma delas é a diminuição do número de idas ao ponto de venda e a concentração dessas visitas no início do mês, com o intuito de estocar produtos e evitar repasses nos preços.

Outra atitude é racionalidade nas compras. Assim, uma estratégia que tem sido adotada é a de, antes da compra, pesquisar em mais pontos de vendas e outros canais, para ter a certeza de fazer a melhor escolha.

Por fim, outra mudança importante é a experimentação. Por conta do preço, muitos consumidores optam por deixar suas marcas favoritas de lado para optar por outra, que traga solução similar, mas a um valor mais acessível ao seu bolso.

Diante desse cenário, chega a hora do varejista realizar algumas estratégias e ações táticas para não perder faturamento. Uma delas é estreitar uma forte parceria com indústrias e fornecedores, que também têm interesse em manter o patamar de vendas dos seus produtos. Dessa forma, é um ótimo momento para negociar melhores preços e, assim, aplicar repasses moderados da inflação nas gôndolas.

Outra atitude importante é rever o mix de produtos, trazendo uma maior oferta de artigos para que o consumidor possa ter sempre uma opção que caiba no orçamento. Produtos supérfluos, como doces ou salgadinhos, por exemplo, tendem a ser deixados de lado e, portanto, não precisam ser prioridade na composição do sortimento.

Vale estar sempre atento à concorrência, a fim de manter a sua loja com preços e serviços sempre competitivos na sua região”.

Rodrigo Mariano é Economista e gerente do departamento de Economia e Pesquisa da Associação Paulista de Supermercados (APAS)


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