Especial destilados: veja como lucrar no verão – APAS – Associação Paulista de Supermercados

Especial destilados: veja como lucrar no verão


Nos últimos anos, o mercado de bebidas passou por mudanças relacionadas a alguns hábitos comuns de consumo, e foi atingido, também, pela crise econômica brasileira. A recessão, em razão da falta de confiança no cenário econômico – não sendo, assim, uma crise financeira –, fez com que todo o mercado de consumo obtivesse crescimento reduzido.

Segundo a Euromonitor International, a queda em volume, durante o período de 2013 a 2018, foi motivada pela crise econômica no país. “O consumo de cachaça, vodca e uísque oscilou, embora o de gim tenha aumentado. Isso aconteceu porque o setor de cachaça carece de diversificação, seu consumo fica atrelado a um único drinque, enquanto a categoria de gim trouxe esse efeito de inovação”, explica a gerente de pesquisa da Euromonitor, Angélica Salado.

A partir de 2019, entretanto, a retomada da economia já começa a apresentar seus primeiros sinais. Por outro lado, as ameaças não estão longe, com uma possível crise global no cenário EUA x China, que poderia retardar o crescimento econômico como um todo – desta vez não mais por causas internas.

“O mercado de destilados acompanha essa mudança, com diminuição do consumo de alguns produtos e aceleração na venda de outros. O gim é um grande exemplo de aceleração, tendo sido adotado por muitos consumidores que, até então, consumiam outro tipo de bebida”, esclarece a diretora executiva do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo, Patrícia Cotti. “A vodca continua sendo campeã de audiência dentre os destilados, com foco, principalmente, em churrascos e baladas. O consumo durante o verão é impulsionado, em razão do clima”, lembra.

Outra tendência é a busca por produtos premium e artesanais, relacionados à percepção de qualidade e à conduta de indulgência – o ato de se permitir. Esse olhar faz com que o consumidor economize em alguns tipos de produtos, para, em ocasiões especiais, se permitir novas experiências.

Dados da Nielsen apontam que, em 2019, o mercado de bebidas vem subindo 2,3%, puxado, principalmente, por cervejas e refrigerantes. Destilados, por outro lado, não tiveram a mesma performance, com queda em relação ao ano anterior. Nesse cenário, a cachaça e a vodca apresentaram performance mais estável em valor, enquanto o uísque, o conhaque, o rum e os RTDs (refrigerantes alcoólicos) registraram queda um pouco mais acentuada.

Como assegura o gerente de relacionamento com o varejo da Nielsen Brasil, Daniel Asp Souza, ainda que o país seja predominantemente “cervejeiro”, há grande oportunidade para indústria e varejo desenvolverem um consumo responsável de bebidas alcoólicas, com drinques para diferentes ocasiões. “Acredito que o consumo de destilados está muito relacionado ao momento, pois, dependendo da ocasião, o consumidor optará por um produto em vez do outro, dependendo da concentração de álcool”, esclarece. “Outro ponto que precisa ser melhor estudado é a elasticidade de preços cruzados entre a categoria de cervejas e a de bebidas destiladas, para torná-las mais competitivas”, conclui.

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