GPA leva modelo de proximidade ao Recife

O Recife é a primeira cidade fora do estado de São Paulo a receber as novas lojas com o modelo de “proximidade” do Grupo Pão de Açúcar (GPA). Essas unidades são expressas, focadas em bairros e voltadas às pequenas compras, com atendimento mais rápido. As duas lojas começaram a funcionar na última quinta-feira, 14 de maio.

A Minuto Pão de Açúcar, no bairro de Boa Viagem, tem um perfil voltado para consumidores A e B. “O tamanho é menor que nossas lojas tradicionais, pois o objetivo é atender a demanda de compras semanais, para aqueles consumidores que não têm muito tempo e precisam fazer uma compra perto de casa”, explica Renato Giarola, diretor executivo do formato proximidade.
 
O Minimercado Extra abriu no bairro da Boa Vista e segue o mesmo modelo do Minuto, mas com mais promoções, como já é característica da marca. Segundo Giarola, “o consumidor do Pão de Açúcar geralmente procura uma adega e faz questão de uma padaria gourmet mais sofisticada em suas compras semanais. Na rede Extra vende muito mais feijão e arroz.” Os alimentos perecíveis representam 50% das vendas nas unidades de proximidade do GPA.

O modelo de proximidade, conta Giarola, é inspirado em um conceito europeu. “Lá tem vários mercados pequenos, de bairro, e acreditamos que esse perfil é adequado à realidade que as grandes cidades brasileiras vivem hoje. Por serem lojas de bairro, as unidades do tipo são pequenas (entre 200 e 500 metros quadrados) e possuem poucas vagas de estacionamento. A ideia é que os clientes morem perto o suficiente para que possam ir andando, levando pequenas compras”.

Giarola não acredita que essas novas unidades possam canibalizar o público dos supermercados tradicionais do grupo, afinal, no caso das compras rápidas, de dez a quinze minutos, os mercados de proximidade são os mais indicados. Enquanto isso, os supermercados são destinados a compras maiores, que levam mais tempo.

As duas unidades do Recife são o ponto inicial para a expansão do modelo de proximidade fora de São Paulo. “Começamos pelo Recife porque a cidade é o centro do Nordeste, e pensamos em expandir a partir da capital.” Já estão confirmadas outras duas lojas do mesmo modelo,  que serão inauguradas em Olinda e Jaboatão, ainda sem data definida.

Segundo dados da consultoria Nielsen, o varejo tradicional cresceu 8% no último ano, contra 18% do varejo de vizinhança.

Fonte: Diário Pernambuco


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