Índice de Preços APAS é destaque no Jornal SPTV, da Rede Globo

Na última quarta-feira, 21, o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela APAS/FIPE, foi destaque em matéria veiculada pelo programa SPTV – 1ª edição, da Rede Globo. Objetivo foi mostrar que a alta de alguns alimentos ocasiona a mudança de hábitos dos consumidores nas lojas, fato exemplificado pelo material produzido pelo departamento de Economia e Pesquisa da Associação, sob a liderança do economista e gerente Rodrigo Mariano.

Confira a matéria na íntegra: http://g1.globo.com/sao-paulo/sptv-1edicao/videos/t/edicoes/v/alta-de-precos-dos-alimentos-faz-consumidor-mudar-habitos-no-supermercado/3907302/

Mais sobre o IPS
O Índice de Preços dos Supermercados apresentou em dezembro alta de 0,24%. Assim, a inflação acumulada no ano de 2014 nos supermercados atingiu 7,59%. A título de comparação com 2013, a inflação acumulada naquele ano foi de 3,34%, portanto, a aceleração da inflação verificada desde meados de 2013 se manteve em 2014 o que se refletiu em preços em patamar mais elevado e persistente. Os motivos foram desde pressão sobre os custos de produção até menor disponibilidade interna de alguns produtos, sejam por redução de oferta ou elevação de demanda.

IPS APAS/Fipe DEZEMBRO 2014 DOWNLOAD

A alta verificada em dezembro esteve diretamente relacionada, principalmente, ao aumento nos preços dos Produtos Semielaborados (Carnes, Leite e Cereais) com alta de 0,72%. O destaque na elevação é para as Carnes Bovinas com alta de 1,81% e Carnes Suínas com alta de 1,83% e, no que diz respeito à elevação dos preços das carnes bovinas há dois fatores a serem considerados: i) a estiagem tem provocado a diminuição da qualidade do pasto, sendo necessário a utilização da ração animal para a alimentação dos bovinos, encarecendo o custo da produção e refletindo em uma pressão sobre os preços; ii) outro fator de destaque está relacionado com a elevação na quantidade de carnes exportadas, que afeta a disponibilidade do produto no mercado interno, assim, uma menor oferta do produto no Brasil se reflete em preços mais elevados para o consumidor. O feijão também apresentou alta expressiva (14,26%) em dezembro, diante do período de entressafra em que se encontra a produção neste período do ano, o que reduz a oferta e disponibilidade do produto no mercado, pressionando os preços para cima.

Os preços dos produtos industrializados apresentaram elevação em dezembro com variação de 0,29%. A variação esteve relacionada à elevação nos preços de Derivados de Carnes (1,47%). No entanto, vale ressaltar que as quedas nos preços de alguns produtos contribuíram para uma maior estabilidade do segmento de produtos industrializados, como é o caso da variação negativa verificada nos preços dos panificados (-0,98%). Em 12 meses a elevação nos preços dos produtos industrializados foi de 5,55%.

Os preços dos produtos In Natura tiveram queda de 0,40% em dezembro, impactados pela queda nos preços de frutas (-2,09%), legumes (-3,29%). A queda nos preços nos produtos In Natura só não foi maior diante da elevação nos preços dos grupos de tubérculos (4,93%) e verduras (1,96%). Em 12 meses a elevação nos preços dos produtos In Natura foi de 12,47%.

Os preços das bebidas alcoólicas apresentaram alta em dezembro, com variação de 0,27%, reflexo da elevação do preço da cerveja em 0,36%. Em 12 meses a alta nos preços foi de 9,21%. As bebidas não alcoólicas registram queda de 0,83%, diante da queda, principalmente, nos preços de refrigerante (-1,73%). Em 12 meses a alta nos preços foi de 8,80%.

Os preços dos produtos de limpeza apresentaram ligeira elevação de 0,08%. Enquanto os preços do sabão em pó teve queda de 1,55%, os preços do desinfetante teve alta de 1,53%. Em 12 meses, a elevação nos preços dos produtos de limpeza foi de 10,31%. Os artigos de higiene e beleza apontaram alta de 0,28% impactados pela elevação nos preços do creme dental (1,12%). Em 12 meses, a elevação nos preços dos artigos de higiene e beleza foi de 7,90%.

Na avaliação desde a criação do Plano Real, em 1994, o IPS/APAS apresenta variação acumulada de 166,82%, o IPCA/IBGE (São Paulo) – Alimentos e Bebidas apresenta alta de, aproximadamente 342,13%, já o IPCA/IBGE (Brasil) – Alimentos e Bebidas tem alta de 356,13%, o IPC-FIPE tem aumento de 278,07% e o IPA/FGV tem variação de 520,79%. Assim, a evolução dos preços ao longo dos anos, aponta uma elevação mais moderada no setor supermercadista, diante de sua característica de concorrência, onde os ganhos de eficiência e produtividade aliados as constantes negociações junto à indústria, possibilitam preços mais competitivos para serem ofertas aos consumidores.

Nota Metodológica
O Índice de Preços dos Supermercados tem como objetivo acompanhar as variações relativas de preços praticados no setor supermercadista ao longo do tempo. O Índice de Preços dos Supermercados é composto por 225 itens pesquisados mensalmente em 6 categorias: i) Semielaborados (Carnes Bovinas, Carnes Suínas, Aves, Pescados, Leite, Cereais); ii) Industrializados (Derivados do Leite, Derivados da Carne, Panificados, Café, Achocolatado em Pó e Chás, Adoçantes, Doces, Biscoitos e Salgadinhos, Óleos, Massas, Farinha e Féculas, Condimentos e Sopa, Enlatados e Conservas, Alimentos prontos,); iii) Produto In Natura (Frutas, Legumes, Tubérculos, Ovos, Verduras); iv) Bebidas (Bebidas Alcoólicas, Bebidas Não Alcoólicas); v) Artigos de Limpeza; vi) Artigos de Higiene e Beleza. Assim, o IPS se apresenta como instrumento útil aos empresários do setor na tomada de decisões com relação a preços e custos dos mais diversos produtos. No que diz respeito à indústria, de maneira análoga, possibilita a tomada de decisão com relação a preços e custos dos produtos destinados aos supermercados. Ao mercado e aos consumidores é útil para a análise da variação de preços ao longo do tempo possibilitando o acompanhamento da evolução dos custos ao consumidor do setor supermercadista.


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