Inovações para o varejo economizar a conta de luz


O custo com energia elétrica é um dos mais onerosos para os supermercados, afinal, muitas são as demandas dentro de uma loja que necessitam de eletricidade. Não é por acaso que cada vez mais varejistas estão adotando medidas de eficiência energética para operacionalizar os sistemas de iluminação, refrigeração e climatização de forma mais racional e, assim, reduzir a conta.

Outro caminho em prol da economia está na forma como o estabelecimento obtém a energia que precisa para funcionar. Nesta direção, ganham relevância, no cenário nacional, o chamado mercado livre de energia e a geração solar fotovoltaica, alternativas que já estão auxiliando o autosserviço a economizar. Outra boa notícia é que empresas supermercadistas, de todos os tamanhos, podem usufruir os benefícios de ambos os modelos.

A começar pelo mercado livre, este é um ambiente em que o consumidor tem a liberdade de escolher suas próprias fontes geradoras de energia e, consequentemente, de negociar todas as condições comerciais: preço, prazo, flexibilidade, sazonalidade. Trata-se de uma dinâmica oposta ao tradicional mercado cativo, onde a contratação de energia acontece de forma compulsória via distribuidora.

Neste modelo tradicional, as tarifas pelo consumo são fixadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, portanto, não podem ser negociadas.

A redução na fatura é um dos principais motivos que estão levando as empresas a migrarem para o mercado livre. Outros fatores de peso são a flexibilidade na contratação da energia, em termos de negociação de preço, volume, prazo, fonte de geração, forma de reajuste, dentre outros quesitos, e a previsibilidade de desembolso futuro com energia. Uma vez firmado o contrato no mercado livre, o consumidor consegue prever os custos de energia elétrica que terá nos próximos anos. As mudanças repentinas nas tarifas, que rotineiramente acontecem no mercado cativo por causa do clima, em especial, não ocorrem no mercado livre, pois os preços estão previamente definidos no horizonte do contrato, sendo corrigidos apenas pela inflação.

Todo consumidor do mercado livre precisa ser agente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e deve contratar uma empresa comercializadora, responsável por intermediar as negociações entre consumidores e fontes geradoras.

O supermercadista brasileiro, independentemente do tamanho da sua empresa, também pode tirar proveito do mercado de energia solar fotovoltaica. Trata-se de uma fonte geradora de energia capaz de reduzir o custo operacional do varejo e que tem ficado cada vez mais acessível nos últimos anos. Os sistemas de painéis fotovoltaicos recebem luz do sol e a converte em corrente elétrica que, automaticamente, passa a ser utilizada pelo próprio estabelecimento. Logo, por utilizar menos energia da rede cativa, entregue pela distribuidora, a economia na fatura é obtida.

Desde o dia 17 de abril de 2012, quando entrou em vigor a Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada e, inclusive, fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Trata-se da micro e da mini-geração distribuídas de energia elétrica, inovações que podem aliar economia financeira, consciência socioambiental e sustentabilidade.

Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. A validade dos créditos é de cinco anos, sendo que eles podem também ser usados para abater o consumo de unidades consumidoras, do mesmo titular, situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Esse tipo de utilização dos créditos é denominado “autoconsumo remoto”.

Hoje, é possível e economicamente viável produzir a própria energia elétrica com fontes renováveis. Usinas solares e eólicas, centrais hidrelétricas de pequeno porte e o uso de gás natural e da biomassa são bons exemplos de fontes limpas para a geração de energia.

Fruto do atual cenário econômico do País e de mudanças na sociedade, um número cada vez maior de empresas tem buscado soluções como essas para atender suas necessidades energéticas com liberdade de escolha, competitividade, sustentabilidade, previsibilidade de custos, economia, segurança na execução e inovação.

Fonte: SuperHiper


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