Leite apresenta deflação de até 2% em 2021 – APAS – Associação Paulista de Supermercados

Leite apresenta deflação de até 2% em 2021


Levantamento da APAS revela que estabilidade no preço internacional das commodities no 4º trimestre de 2021 resultou na queda do preço do leite no mercado interno.

A cesta de leites (longa vida, tipo B, especiais) registrou deflação de 2,46% em dezembro e de 1,96% no acumulado do ano, com destaque para o leite tipo longa vida, com queda de 2,48% em dezembro e de 2,01% em 2021. O estudo foi realizado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), com base no Índice de Preços dos Supermercados, que acompanha variações relativas aos preços praticados no setor supermercadista.

A redução no custo das commodities e o aumento das pastagens em muitas regiões produtoras influenciaram no resultado. Apesar dessas boas condições, o alto preço dos combustíveis é um fator que encarece o custo logístico da operação.

Em relação ao leite em pó, o cenário favorável para exportação reduziu a oferta interna do produto, o que levou à elevação de 0,42% no valor comercializado em dezembro e de 2,72% no ano. O volume total exportado em 2021 atingiu a marca de 5.768.067 (Kg) contra 1.222.224 (Kg) em 2020, incremento de 371%.

Quanto aos derivados do leite, a alta dos combustíveis e o crescente custo da energia elétrica afetaram a cadeia produtiva, gerando inflação de 1,01% em dezembro, total de 15,54% no acumulado do ano. Dentre os queijos, que tiveram seus preços pressionados desde o início de 2021 devido ao aumento do ICMS no produto decretado pelo Governo do Estado de São Paulo, o queijo muçarela foi o item que sofreu o menor aumento nessa categoria: 0,28% em dezembro e 2,90% no acumulado do ano. 

 “O preço do leite apresentou um comportamento favorável no fechamento de 2021, mas existe uma tendência de elevação futura. O final do primeiro trimestre marca a transição da entressafra na produção leiteira, sobretudo na região sul do país, geralmente a primeira a manifestar alteração na pastagem”, explica Diego Pereira, economista da APAS.


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