Pequenos supermercados representam 65% em Ribeirão Preto – APAS – Associação Paulista de Supermercados

Pequenos supermercados representam 65% em Ribeirão Preto

Os chamados supermercados de bairro já representam 65% do total de lojas do setor em Ribeirão Preto. Conforme levantamento da APAS Regional Ribeirão Preto, os pequenos já somam 130 unidades supermercadistas na cidade, um crescimento de 10%, ou 20 lojas, desde 2007, quando somavam 50% do setor. O crescimento desses pequenos empreendimentos poderia ser ainda maior se fossem incluídos no levantamento os mercadinhos ou vendas. Com até 200 metros quadrados, eles não constam no estudo dos supermercados de bairro, de 200 a 800 metros quadrados.

Segundo Tiago Albanezi, diretor da APAS Regional Ribeirão Preto, o avanço do setor é explicado pelo surgimento de novos bairros e pelo avanço do poder de renda da população. Ele acredita que a competitividade nos preços dos supermercados de bairro, em comparação aos grandes, favorece o crescimento do segmento. “O consumidor quer comprar perto de casa e ir às lojas quantas vezes achar conveniente”, explica.

Ele lembra, ainda, que os grandes e hipermercados (acima de três mil metros quadrados) mantêm o ritmo de crescimento, mas o consumidor privilegia os mercados próximos para comprar produtos perecíveis e outros itens de primeira necessidade. “O supermercado de bairro possui crescimento garantido e se aprimora para atender à clientela cada vez mais exigente”, complementa.

Custos reduzidos 

Uma das alternativas encontradas pelos supermercados de bairro para conseguir preços mais competitivos e ampliar o mix de produtos nas gôndolas é a compra coletiva de mercadorias. Os pequenos supermercados compram e abastecem suas lojas por meio de um sistema cooperativo.

Ribeirão Preto tem três redes, a Rede Outo e a Unirede, que fazem a negociação comercial, e a Rede 10, que mantém um depósito que abastece 42 associados. Os custos operacionais do armazém, localizado no Jardim Palmares, são bancados pelos próprios associados.

Para Tiago Albanezi, a meta é reter o cliente pelo máximo de tempo dentro da loja e potencializar as compras por impulso. “As pessoas gastam menos tempo na loja e, quanto mais produtos variados e qualidade no atendimento o supermercado oferecer, maior é o seu crescimento”, conclui.

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