Preços dos produtos de verão subiram menos em relação ao ano anterior - APAS - Associação Paulista de Supermercados

Preços dos produtos de verão subiram menos em relação ao ano anterior


Neste verão os termômetros estão registrando temperaturas acima das médias históricas. Já os preços estão dando um refresco ao bolso do consumidor, segundo o IPC, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).

Pelo levantamento, os produtos e serviços mais consumidos no verão registraram, em média, alta de 3,79%. O percentual ficou abaixo do IPC-10 (4,18%) apurado no mesmo período, de fevereiro de 2018 a janeiro de 2019.

As frutas tiveram a maior alta, de 11,89%. Os itens erva mate (6,69%) e refrigerantes e água mineral fora de casa (3,83%) apresentaram alta acima da “inflação de verão”, elaborada pelo FGV IBRE.

“Problemas nas safras de algumas frutas influenciaram o aumento de preço. Já as condições climáticas adversas impactaram as colheitas. Soma-se a isso o maior consumo de frutas nessa época do ano, com refeições mais leves, mais sucos e sorvetes”, explicou André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE.

Entre os itens que registraram queda nos preços estão: protetores para a pele (-3,39%), ar-condicionado (-1,84%) e refrigerante diet/light (-1,44%). Já a cerveja, apesar de 0,82% mais barata, apreciá-la fora de casa ficou 3,61% mais caro.

Para o economista, mesmo os preços subindo menos sempre há espaço para economizar. “A dica é que os consumidores deem preferência às frutas da estação, com oferta maior no período e consequentemente preços menores. Outra dica é, quando for à praia, levar o suco, água, mate e cerveja de casa, pois sai bem mais em conta do que comprar de fora”, conclui Braz.

 Coleta semanal

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 31 de janeiro de 2019 registrou variação de 0,57%, 0,01 ponto percentual abaixo da taxa divulgada na última apuração.

Entre as capitais pesquisadas, Salvador mostrou queda de 0,51% para 0,47%, Brasília recuou de 0,38% para 0,29% e no Rio de Janeiro caiu 0,70% para 0,49%. Já São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre registraram elevações.

Fonte: DCI


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