Preços nos supermercados têm alta contida em julho e inflação segue dentro do estimado


Os preços nas gôndolas subiram 0,22% em julho, mostra o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). No ano, a inflação chega a 2,71% e, no acumulado de 12 meses, a 3,86%.

A elevação no mês foi impulsionada por itens como a carne suína, cuja demanda no mercado internacional ampliou, em função da gripe suína na China. O movimento, contudo, foi compensado pela queda nos preços de alimentos como feijão, verduras e legumes.

“Foi uma alteração contida, com aspecto moderado. A inflação no acumulado dos 12 meses está dentro da meta do Banco Central de 4,25%”, comenta Thiago Berka, economista da APAS. Para 2019, a entidade projeta teto inflacionário de 4% e piso de 3%.

Índice de Preços dos Supermercados (IPS/APAS)

Fonte: APAS/FIPE

Mais itens tiveram alta, em julho, em comparação com junho. Das 27 categorias avaliadas, 16 apresentaram inflação. No mês anterior, foram nove. A maior parte dos itens encarecidos, entretanto, não exerce tanto peso no bolso do consumidor, com exceção da carne suína.

Fonte: APAS/FIPE

Destaques de julho de 2019

Feijão: colheita produtiva segue refletindo nos preços

Se no início do ano a safra ruim pressionou o preço do feijão, julho trouxe a quarta queda mensal seguida, de 8,7%. Nos últimos quatro meses, o quilo do feijão preto saiu de mais de R$ 10 para uma faixa de R$ 4,98 a R$ 6, enquanto o carioca oscila entre R$ 4 e R$ 3, um recuo de 48%.

Tomate: inverno alivia e oferta aumenta

A alta do tomate já foi vilã do orçamento familiar, mas o quadro, agora, é de deflação. No ano, os preços caíram 2%. Somente em julho, a retração foi de 9,5%, refletindo uma junção de fatores positivos. Temperatura, chuva e vento a favor proporcionaram uma boa colheita em polos produtores, como Sumaré (SP) e Paty de Alferes (RJ), assegurando bons preços.

Hortifrutigranjeiros: batata volta a cair

A batata, que em junho encareceu e sumiu da cesta de compras, voltou a ter melhor preço. A reação do consumidor deu resultado. “Tivemos uma boa oferta com a colheita de Vargem Grande do Sul (SP), mas também houve forte queda na demanda da batata, que estava mais cara, o que provocou promoções nos supermercados”, explica Thiago Berka.

A alface ficou 4,7% mais barata, em julho. Foi a segunda queda consecutiva, em decorrência de menor demanda e maior produtividade no campo.

Carne suína: pernil mais caro

A gripe suína na China continua a repercutir nas exportações brasileiras de carne de porco. A demanda internacional puxou o preço em 3,6% no mercado interno, em julho. O pernil com osso ficou 7,8% mais caro. “Estimamos que o preço continue em movimento ascendente, já que a China cancelou uma compra de suínos dos Estados Unidos, o que pode valorizar ainda mais a produção brasileira”, destaca o economista da APAS.

Informações adicionais

Fonte: APAS/FIPE

 

Os 10 produtos que apresentaram as maiores variações negativas

Fonte: APAS/FIPE

Os 10 produtos que apresentaram as maiores variações positivas

Fonte: APAS/FIPE


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