Queda na taxa básica de juros acelerará a retomada de crescimento dos supermercados – APAS – Associação Paulista de Supermercados

Queda na taxa básica de juros acelerará a retomada de crescimento dos supermercados


A APAS avalia que a decisão do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central do Brasil em reduzir os juros básicos da economia, a taxa SELIC, em 0,25 ponto percentual, passando de 7% para 6,75% ao ano, sinaliza ao mercado a busca por uma retomada do crescimento econômico brasileiro no curto e médio prazos, porém, com o compromisso da estabilidade dos preços. No entendimento da Associação, a redução dos juros influenciará de maneira expressiva a atividade econômica ao longo de 2018.

“A nova queda da taxa básica de juros demonstra a confiança do Comitê de que a inflação dos alimentos, responsáveis pela inflação baixa em 2017, continuará contida, mantendo o IPCA dentro do centro da meta, permitindo assim que os efeitos dos juros baixos alavanquem ainda mais a economia brasileira, e aumentem o crédito e os investimentos, e reduzam a inadimplência”, avaliou Thiago Berka, economista da APAS.

A entidade ainda avalia que, com a baixa inflação e a calmaria na economia, não foi preciso cautela pelo Comitê, que manteve a tendência de quedas constantes para atingir a meta de 6,75%. Trata-se de uma boa notícia, pois a economia real já vem sentindo os efeitos da SELIC baixa ao observar a queda dos juros dos financiamentos e de operações de créditos – tanto para empresas quanto pessoas físicas, assim como as dívidas e inadimplência, que fecharam dezembro de 2017 com fortes recuos.

“Na visão da APAS, estas taxas de juros beneficiam o setor supermercadista em pontos importantes, como por exemplo, nas lojas que oferecem produtos como eletro e têxtil (hipermercados e grandes supermercados). Nelas, os juros baixos ajudam a melhorar o crédito e os parcelamentos, o que aumenta as vendas. Há impactos positivos da queda dos juros para o setor como um todo, no que tange ao financiamento da construção e reforma de lojas, já que há ainda muito espaço para preenchimento pelas médias e grandes redes, assim como a tendência de abertura de mini mercados de proximidade. Tudo isso contribui ainda mais para a geração de empregos”, explicou Berka.

O economista ainda completa que outro fator importante com o anúncio do Copom está na queda das dívidas das famílias, que conseguem pagar melhor as obrigações, e liberam renda para o consumo.

“Isso afeta diretamente os índices de confiança do consumidor, da indústria e do empresário de todos os setores, que tendem a gerar maior dispêndio de gastos em consumo”, concluiu.

Os supermercados, que subiram 5% nas vendas (Conceito de Todas as Lojas) em 2017, continuarão a sentir os efeitos da melhora do consumo das famílias.

“Com mais esta redução dos juros, a tendência é gerar efeito sistêmico, ainda mais forte, sobre os empregos. A expectativa é que o setor supermercadista recupere-se das perdas em apenas dois anos, depois de sofrer a pior crise da história do país”, finalizou Berka.

 

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