Saiu na SuperVarejo: Cinco dicas para reduzir perdas por furto - APAS - Associação Paulista de Supermercados

Saiu na SuperVarejo: Cinco dicas para reduzir perdas por furto


O supermercado é um dos setores mais desafiadores para a prevenção de perdas, especialmente por conta dos perecíveis. Mas outro determinante de grande influência é o das perdas não identificadas, que ocorrem quando o sistema indica a existência de um produto que não pode ser encontrado na contagem manual, o que inclui falhas operacionais e furtos. Este tipo corresponde por quase metade (44%) das perdas totais nos supermercados, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe), referente a 2018.

Para o presidente da Abrappe, Carlos Eduardo Santos, os furtos nos supermercados têm relação direta com a atual crise econômica. “O aumento de furtos tem causa social na crise da economia, com altos índices de desemprego”, explica.

Para evitar tal comportamento descrito por Santos, o diretor de comunicação da Gunnebo, empresa que atua no fornecimento de equipamentos e soluções de proteção eletrônica, Luiz Fernando Samburago, considera que o varejista deve investir em três vertentes: tecnologia, pessoas e gestão.

Para reduzir perdas por furtos nas lojas de pequenos e médios supermercados, a equipe de reportagem da SuperVarejo reuniu cinco dicas com base na entrevista com Santos e nas sugestões de Samburago. Confira, a seguir:

Monitore o produto desde a origem

De acordo com a pesquisa citada acima, a acurácia de estoque dos supermercados está abaixo da média do varejo (76,2%), com 69,8%. O número indica falha no controle de estoque na maior parte das lojas do setor. Para contornar a situação, além de contagens manuais periódicas e inventários físicos e digitais atualizados, é preciso investir no rastreamento dos produtos desde o fornecedor, passando pelo centro de distribuição até o ponto de venda.

A estratégia se torna imprescindível entre as categorias mais suscetíveis a extravio: perfumaria, cortes nobres de carne e bebidas alcóolicas. Junto desses, os de maior valor atribuído são considerados de “alto risco”.

Foque na proteção de produtos de alto risco

Esse tipo de produto deve ser mantido com cuidado especial, a partir de controle logístico diferenciado e conferência mais frequente. Afinal, sua perda causa um impacto maior na operação financeira do negócio.

Para evitar essa situação, a solução clássica é o confinamento: técnica que consiste em guardar os itens mais caros em armários e trancá-los do público. No entanto, essa prática não é a mais indicada – por reduzir consideravelmente o volume de vendas e, consequentemente, o lucro com sua comercialização. Outras alternativas mais recomendadas são o uso de etiquetas antifurto e mockups (representação em escala dos produtos reais, que estão fora do alcance dos consumidores).

Reduza brechas de segurança com tecnologia

As etiquetas antifurto vêm em diversos tamanhos e formas e apresentam múltiplos objetivos, além de poder estar associadas a antenas na entrada da loja.

Câmeras de CFTV (Circuito Fechado de Televisão), por sua vez, são essenciais em qualquer estabelecimento comercial para acompanhar o movimento da loja e servir como comprovação de um furto potencial. Porém, elas devem ser posicionadas estrategicamente para que não percam movimentos importantes.

Nesse sentido, o layout da loja também deve ser repensado, para que toda a área de vendas esteja no campo de visão dos funcionários. Podem ser instalados espelhos e luzes em cantos mais escuros, obstruídos por expositores. Os checkouts ainda devem estar posicionados junto ao fluxo de saída dos clientes para identificação mais rápida de furtos.

Treine bem os colaboradores

Além de treinamento para identificar possíveis atitudes suspeitas, os horários da equipe precisam ser planejados para que a loja não opere com menos funcionários do que o necessário e, portanto, fique mais vulnerável.

Em caso de suspeita, o funcionário não deve insinuar que o cliente está roubando. Mas, em caso de furto consumado, com a certeza de sua realização, a abordagem pode ser feita com mais propriedade e a polícia deve ser chamada imediatamente para evitar que o ladrão fuja com a mercadoria.

Existe ainda o furto interno, que é um problema frequentemente negligenciado. Para evitá-lo, a empresa deve investir na criação de um ambiente de trabalho que promova integração e lealdade, com comunicação aberta e estabelecimento de metas pessoais.

Além disso, a loja precisa trabalhar em medidas preventivas, como técnicas de inibição.

Utilize técnicas de inibição na loja

Técnicas de inibição podem ser muito eficientes para evitar furtos. Dentro da loja, o colaborador pode, por exemplo, abordar o cliente casualmente – oferecendo carrinhos, perguntando se pode ajudar, ou orientando que não pode guardar mercadorias em outras bolsas e sacolas -, principalmente ao identificar atitudes fora do comum.

Comunicados alertando para a monitoração do local, como placas de “sorria, você está sendo filmado”, têm bom resultado para prevenir roubos. Porém, a medida mais efetiva de todas é a instalação de grandes televisores na entrada da loja, mostrando a filmagem do local em tempo real.

 


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