Saiu na SuperVarejo: Supermercados devem apostar em e-comemerce e omnicanalidade

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O acelerado avanço tecnológico observado na atualidade está transformando as atividades e as relações humanas, inclusive no setor supermercadista. Os hábitos de consumo mudaram, os novos serviços e soluções revolucionaram a experiência de compra, além da forma como o cliente interage e se fideliza com uma marca. Dessa forma, o varejo tem vários desafios pela frente.

As redes que não apostarem na transformação digital irão perecer pelo caminho. A afirmação é do CEO da startup de tecnologia Lett, Davi Song. De acordo com o executivo, os supermercados brasileiros devem se reinventar para atender às novas demandas. “Para que essa transformação de fato aconteça, o varejo precisará mudar como se relaciona com todos os seus clientes, fornecedores e parceiros, vai precisar ter um relacionamento muito mais transparente e colaborativo para ter velocidade”, afirma. E um dos pontos essenciais nesse processo é a adequação de suas presenças online, através de plataformas de e-commerce.

No entanto, a qualidade do comércio online no Brasil está abaixo da média, de uma forma geral, e afeta a jornada de compra dos brasileiros diariamente, segundo o E-commerce Quality Index (EQI), estudo realizado pela Lett, em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e ComSchool. No país foram analisados 78 sites, responsáveis por 70% do faturamento do mercado eletrônico do país e, desses, 96% deixam a desejar na satisfação do cliente.

Na comparação com os Estados Unidos, 44,2% dos produtos analisados possuem EQI acima de 60, pontuação aceitável na experiência do consumidor. Enquanto no Brasil, apenas 4,3% atingiram esse marco. Isso acontece porque em países com mercados mais maduros, como EUA e China, a transformação digital já ocorre de forma intensa, abraçando as mudanças tecnológicas e as tendências de mercado.

De acordo com Song, nesses países o e-commerce já é um dos principais canais de vendas no varejo total. Além de realizarem investimentos em infraestrutura e logística para oferecer entregas rápidas, integração entre lojas físicas e online, e lojas futurísticas onde o consumidor não precisa passar por caixas de pagamento, tudo é cobrado por sensores, a exemplo do Amazon Go, Hema supermarket – Alibaba, e outros.

O CEO ainda destaca a importância do foco em omnicanalidade. Para melhorar o desempenho do varejo, é preciso que o e-commerce foque nesse tipo de cliente, porque as páginas de produto não afetam somente as vendas online, mas também as vendas físicas, já que mais da metade das compras offline (60%) são impactadas pelas informações online, segundo estudo da Deloitte.

“Hoje o consumidor pesquisa praticamente qualquer informação sobre o produto pelo celular, independentemente se ele vai comprar online ou offline. Então, é necessário olhar com muito mais atenção para as etapas de cadastro de produtos e também para a criação de conteúdos ricos”, conclui o executivo.


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