Secretária adjunta executiva de Promoção da Igualdade Racial fala sobre diversidade – APAS – Associação Paulista de Supermercados

Secretária adjunta executiva de Promoção da Igualdade Racial fala sobre diversidade


A APAS recebeu, em outubro, a secretária adjunta executiva de Promoção da Igualdade Racial, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, professora Elisa Lucas Rodrigues. No encontro, ela orientou o Comitê de Responsabilidade Social da APAS sobre formas de valorizar políticas sociais na associação. Nesta entrevista à Acontece APAS, ela falou mais sobre o assunto.

Que tipo de temas referente a políticas sociais as empresas precisam se atentar na hora de programar suas ações anuais?

As empresas têm que desenvolver uma política social de diversidade humana dentro da empresa. Para que isso aconteça, primeiro é preciso que os diretores, gestores e executivos queiram. Talvez seja necessário um diálogo com outros atores sociais para entender o que significa diversidade. Sugiro, por exemplo, que se faça um censo dos funcionários e se estabeleça critério de avaliação continuada sobre a questão racial. Entretanto, é necessário um RH forte, que compreenda essa especificidade e conheça as últimas pesquisas de mercado.

Muitas empresas veem o investimento em diversidade como algo que não está ligado aos ganhos. Como reverter esse pensamento comum em muitos empresários?

Acredito que há necessidade de estudar sobre economia para acompanhar como se deu a movimentação social das classes C e D nos últimos 15 anos. Políticas sociais – como o programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida” e outras iniciativas que garantiram às famílias mais simples pudessem melhorar de moradia – permitiram a ascensão de mobilidade social da população de baixa renda.

Quais os principais desafios para uma empresa plural, que lida com todo tipo de público, como os supermercados?

Desenvolver em sua política empresarial a reeducação de seus quadros de funcionários, com temas, por exemplo, que abordem o respeito à população LGBT, às pessoas que professam religião de matriz africana e às pessoas com deficiência. Participar de diálogos como “Brasil Diverso” e similares, em que temas como diversidade são amplamente abordados, também é um caminho.

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