Varejo vê com otimismo cenário em 2022 – APAS – Associação Paulista de Supermercados

Varejo vê com otimismo cenário em 2022


Associação Paulista de Supermercados (APAS) reuniu representantes da política, da economia e do setor do varejo alimentar para discutir as perspectivas do mercado para 2022

O evento CENÁRIOS 2022, realizado na manhã desta sexta-feira (22), na sede da Associação Paulista de Supermercados (APAS), debateu o momento econômico do país, o desempenho do segmento de varejo alimentar e as perspectivas para 2022. Entre os palestrantes e debatedores, o evento contou com o ex-presidente Michel Temer, com o secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meireles, o cientista político Fernando Schuler, além do presidente da APAS, Ronaldo dos Santos, de Ricardo Zuccollo, VP da Unilever, Jorge Faiçal, presidente do GPA, e Rodrigo Moreira, da XP

Na abertura do evento, Ronaldo dos Santos destacou a contribuição do setor supermercadista para a economia, sobretudo na geração de empregos. Ressaltou que os supermercados devem estar preparados para a retomada dos negócios no pós-pandemia e adaptados aos novos hábitos do consumidor. “O encontro é uma oportunidade para sanar dúvidas sobre a nossa atividade, entender o momento enfrentado pelo varejo e criar uma base para o planejamento de 2022”, destacou.

O Secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meireles, explicou que o crescimento da atividade econômica em São Paulo é maior do que no restante do País graças aos protocolos adotados no ano passado para o enfrentamento da pandemia. Entre eles, o esforço para vacinar a população. São Paulo é o estado brasileiro mais avançado no quesito. “Na comparação entre os oito primeiros meses de 2021 e de 2020, a elevação da atividade econômica no Estado foi de 7,4%. As projeções até o fim do ano indicam que podemos chegar a 8%,”, explicou Meirelles.

Digitalização do consumidor

O debate com o tema “Desafios e Oportunidades para o Setor Supermercadista na Visão da Indústria e do Varejo” reuniu o presidente da APAS, Ronaldo dos Santos, o VP da Unilever, Ricardo Zuccollo, o analista da XP Investimentos, Rodrigo Moreira, e o presidente do GPA, Jorge Faiçal.

O fenômeno do e-commerce, que hoje representa até 1,5% das vendas dos supermercados no país, foi um dos assuntos abordados. Para Zuccollo, a modalidade deve responder por cerca de 7% do volume comercializado pelos supermercados nos próximos anos. “O desafio está em acompanhar a digitalização do consumidor, a automatização dos processos e saber interpretar os dados disponibilizados durante a compra on-line para adequar o portfólio de produtos e diminuir a ruptura”, ponderou.

As transformações experimentadas pelo setor e as perspectivas de longo prazo foram as razões citadas por Jorge Faiçal para explicar a saída do grupo do segmento de hipermercados. O GPA vendeu em outubro as lojas Extra Hiper para o atacadista Assaí. “Os hipermercados vêm perdendo market share, porque o cliente compra onde encontra o menor preço. O modelo de negócio bem ajustado dos atacarejos oferece essa condição. Para os próximos cinco anos, devem ser inauguradas entre 500 e 600 lojas nesse formato”, estimou. “Em 2022, o desemprego deve cair com a retomada pós-pandemia. Aliado ao auxílio social, a perda de renda real será menor. A tendência no comportamento do consumidor é migrar para marcas mais baratas e mudar o mix de canais de vendas em busca do menor preço, como ocorre com a demanda pelos atacarejos”, vaticinou Rodrigo Moreira, analista da XP.

No encerramento do evento, o ex-presidente Michel Temer lembrou a importância do equilíbrio entre o controle dos gastos públicos e a responsabilidade social, tema que vem ocupando a imprensa desde o anúncio do novo Auxílio Brasil no valor de R$ 400. “É necessário atender os mais vulneráveis, mas com os mecanismos certos para erradicar o problema”, afirmou Temer. O ex-presidente também falou sobre a relevância da independência e da harmonia entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para o bom ambiente institucional. “Os supermercados são uma área de contato com o povo, que nesse momento, deseja um país pacificado”, disse Temer.  


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